Um espaço para discussão - em Portugues e outros idiomas - das teorias contemporâneas do crime, pensado, também, como um curso gratuito para interessados que sigam as leituras. Para ver um gráfico em maior detalhe clique duas vezes nele

Mostrando postagens com marcador teorias das redes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador teorias das redes. Mostrar todas as postagens

12.25.2006

Suicídios no mundo

As taxas de suicídio variam muito entre países; porém, os da Europa, particularmente da ex-URSS, assim como o Japão, a China e a Austrália, são muito altos. Entre os países do hemisfério americano, apenas Cuba figura entre as taxas mais altas.


Há muitos países sem estatísticas confiáveis (quase toda a África, por exemplo) e as conclusões são limitadas aos países com um mínimo de organização política que inclua a produção de estatísticas confiáveis.

Porém, o fato de certas regiões terem taxas mais altas não implica em outras semelhanças. Os tipos de suicídio, suas relações com outras variáveis (como a idade e o gênero) variam muito. Analiticamente, esses padrões de relações são muito importantes.
Os suicídios entram no estudo das teorias do crime porque são considerados crimes em algumas sociedades e porque são um comportamento violento intencional como vários crimes; tanto do ponto de vista psicológico, quanto do ponto de vista sociológico, a relação entre suicídio e homicídio tem sido objeto de especulações teóricas.

8.20.2006

Redes e Crime

Em seminário sobre Métodos de Pesquisa promovido pelo PPPG da URGS, o Eduardo Marques da Ciência Política da USP fez uma excelente apresentação sobre suas pesquisas a respeito de rede. Parte da apresentação foi baseada em sua tese doutoral e parte em outros trabalhos. Eduardo mostrou como os cargos mais importantes nas redes permaneceram quase intocados nos governos municipais paulistanos que foram conservadores, mas não nos mais progressistas, de Covas e Erundina. Eduardo usou a mesma aproximação para localizar as redes de corrupção no governo Brizola no Rio de Janeiro. Um excelente trabalho, que dá para pensar. Eduardo salienta que a análise de redes é mais do que um método, é uma teoria também.
Não é possível não ficar elaborando hipóteses a partir da exposição de Eduardo:
  • Devido às características do emprego público, todo governante "herda" uma rede da qual é difícil se desfazer. Os cargos de confiança são fáceis, os outros não. Para os cargos estáveis, o mais fácil é "escantear", transferir para cargos irrelevantes. Porém, na medida em que outros cargos são necessários, serão preenchidos, o que provoca um inchaço do setor público.
  • No que concerne o crime, particularmente o tráfico, em qualquer momento é fácil verificar a existência de uma rede. Porém, dada a baixíssima esperança de vida livre dos traficantes (muitos morrem e muitos outros são presos), surge o sério problema da duração mínima de uma rede para que ela se qualifique como tal. Numa visão extrema, as redes são totalmente independentes dos seus ocupantes, o que gera problemas porque novos ocupantes mudam a rede e a entrada/saída de ocupantes, relevante para a rede, passa a ser concebida como externa à rede e as mudanças assim provocadas passam a ser externas ao sistema explicativo.
Em suma: idéias e mais idéias, provocadas por excelentes exposições de Bruno Reis e Eduardo Marques, num excelente seminário promovido por gente competente e amável. Precisamos de mais iniciativas como essa.

3.18.2006

Robert Sampson e suas contribuições - quem é?

Retirado verbatim da página dele em Harvard

Robert J. Sampson is currently the Chairman of the Department of Sociology and Henry Ford II Professor of the Social Sciences at Harvard University, where he was appointed in 2003. Before that he taught for twelve years in the Department of Sociology at the University of Chicago and seven years at the University of Illinois. Sampson was also a Senior Research Fellow at the American Bar Foundation from 1994-2002, and in the 1997-98 and 2002-03 academic years he was a Fellow at the Center for Advanced Study in the Behavioral Sciences in Stanford, California. In 2005 he was elected as a Fellow of the American Academy of Arts and Sciences.

Professor Sampson’s research interests center on crime, deviance, and stigmatization; the life course; neighborhood effects; and the sociology of the modern city. In the area of neighborhood effects and urban sociology his current work is focusing on race/ethnicity and social mechanisms of ecological inequality, the subjective meanings of disorder, spatial dynamics, the comparative network structure of community influence, collective civic engagement, and other topics linked to the general idea of community-level social processes. Much of this work stems from the Project on Human Development in Chicago Neighborhoods (PHDCN), for which Sampson serves as Scientific Director. Some representative publications from the Chicago Project and also the Life Course Project are available for downloading as listed below, by topic. Others are available on request.